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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O valor do amanhã

Já pensaram no significado da dieta? Por que alguém pensaria em fazer um regime? Pense bem, você tem ao seu alcance todas as guloseimas capazes de satisfazer os caprichos de seu paladar. E o que você faz? Você se priva disso!
Sem dúvida existe um motivo. Agora a pergunta, quais são as razões que fariam você abdicar de uma coisa prazerosa no presente?
Conseguir alguma coisa mais interessante no futuro? Talvez. Então se você está pensando em ter um corpo esbelto ou simplesmente está preocupado com a sua saúde no decorrer dos anos, a atitude mais coerente seria controlar a sua alimentação.

É claro que eu peguei um exemplo bem simples, mas é por esse caminho que o livro O valor do amanhã de Eduardo Giannetti, tenta explicar o que são juros.
Definindo juros como uma troca intertemporal, o autor nos apresenta as seguintes linhas de pensamento para guiar o que será explanado depois: "Pagar hoje e viver amanhã" ou "viver hoje e pagar amanhã". Tudo tem um preço e cabe a cada indivíduo escolher o que é melhor.

Uma coisa que eu achei bastante interessante do livro, é que ele nao se limita a fazer o discurso de "se quer viver bem no futuro, precisa guardar X% de seus vencimentos e será um milionário". Indicando outras possibilidades, ele diz que também é legítimo escolher a opção do viver agora e pagar depois. Tudo isso depende da natureza da sociedade em que o indivíduo está inserido, mas que esta liberdade de escolha não tem valor se as pessoas não forem capacitadas a exerce-la. E esse ponto é um ponto importante. Não damos a atençao devida a educação e isso faz com que a maior parte das pessoas fique despreparada para lidar com as escolhas.

É fácil notar que o assunto finanças pessoais, economia ou qualquer coisa do gênero está longe de ser uma especialidade minha (apesar do meu recente interesse no tema).
E como leiga, eu posso dizer que este livro é interessante não apenas para aqueles que pretendem entender melhor a natureza dos juros. Essa leitura é relevante para todas as pessoas que negociam com o tempo. Enfim, todos nós.
Bom... Acho que é isso.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Arqueiro

Quando o pequeno vilarejo de Hookton é atacado por franceses e uma relíquia da igreja é roubada, Thomas, um jovem arqueiro se vê no dever de traze-la de volta e acaba integrando o exército do rei Eduardo, no que era o início da guerra dos Cem Anos, entre Inglaterra e França.

O Arqueiro é o primeiro volume da trilogia do Graal, de Bernard Cornwell. O autor das crônicas de Artur nos leva para o século XIV e, para quem leu a saga de Artur, pode esperar algumas diferenças e algumas semalhanças. As magias, feitiços e superstições bastante presentes na bretanha de Artur já não são vistas nessa história, mas os leitores podem esperar o mesmo clima empolgante e descrições perfeitas das batalhas e cenas da época.

E para quem acha que os combates seriam maçantes por se tratar de arqueiros, engana-se. O leitor entra nas batalhas. Cornwell mostra uma guerra sem honra ou glória. As batalhas são sujas e sangrentas e o perdedor frequentemente vê sua cidade arrasada, saqueada e suas mulheres tomadas. Tudo descrito de uma maneira que é possível sentir o cheiro da lama do terreno e da fumaça das casas incendiadas ao redor.

O livro inteiro é escrito em cima de fatos históricos, sendo apenas alguns trechos romantizados, então para quem gosta de história também é uma ótima maneira de descobrir como e porque o exército inglês consagrou-se como o mais eficiente e mortal da história desse período graças à sua arqueria.

Ainda não li
O Andarilho e O Herege, volumes 2 e 3 da trilogia, respectivamente. Não gosto de me adiantar, mas tenho a impressão que assim que colocar as mãos neles, terei uma crítica - creio - excelente.

O Arqueiro é publicado pela Editora Record.